Aplicação dos mapas de colheita para avaliação de estratégias empregadas

A adoção do sistema GPS em máquinas e equipamentos agrícolas trouxe rapidamente benefícios às atividades no campo. Um bom exemplo é a comparação entre as antigas formas de se marcar rastros de pulverização na lavoura e a adoção de pilotos automáticos.

Os sistemas colhedores de grãos, denominados colheitadeiras, não escaparam a esta tecnologia, tanto que na atualidade as máquinas novas já saem de fábrica com sensores de produtividade incorporadas ao conjunto.


Porém estes dados ainda são subutilizados por agricultores e técnicos, pois necessitam de procedimentos de calibração dos sensores da colheitadeira e de tratamento estatístico nos dados extraídos por estes sensores. Quando devidamente trabalhados, estes dados geram informações valiosas ao agricultor, não ao acaso a diferença entre dados é nosso tema de hoje no momento Agroevox.


Os mapas de colheita - quando devidamente trabalhados e validados - podem nos auxiliar na delimitação de regiões de manejo, ou seja, onde no histórico do talhão determinamos regiões onde a produtividade é maior ou menor durante o tempo avaliado. Outros usos possíveis com estes mapas é a aplicação de fertilizantes conforme a exportação de nutrientes, bem como a geração de mapas de lucratividade da lavoura por região.


No caso que destacamos aqui temos a aplicação dos mapas de colheita para avaliação das estratégias adotadas no plantio. Como é de conhecimento dos agricultores da região, o plantio de soja na última safra foi prejudicado pela falta de umidade no solo, em alguns casos o produtor resolveu plantar com solo um pouco mais úmido do que o normal para poder “aproveitar” a umidade daquelas raras chuvas no mês de outubro.


Na situação da lavoura do mapa o produtor optou por iniciar o plantio um dia antes da umidade adequada, havia chovido 25mm um dia antes das atividades iniciarem. Na área da figura 1 observem que existem variações de produtividade por todo o talhão em manchas que sugerem comportamento natural para esta variação, porém na área do retângulo em amarelo na figura 2 pode-se notar comportamento da lavoura influenciado por ação mecanizada, sendo que foi justamente nesta região que o plantio foi iniciado em condições não ideais.



Figura 1 – Mapa de colheita da área


Figura 2 – Mapa de colheita da área com regiões de comparação destacadas em cinza, amarelo e verde.


Sabendo desta condição fizemos uma comparação da produtividade média dentro das áreas adjacentes que foram semeadas nos dias seguintes em condição de plantio mais favorável, os resultados estão demonstrados na tabela abaixo:




Pelos resultados acima podemos concluir que se mantidas as mesmas condições de plantio, como a mesma semente e sua quantidade, a adubação de plantio etc, a diferença de data de plantio acarretou diferenças de 15,1 e 11,0 sacas por alqueire.


Desta maneira podemos concluir que o plantio em condições desfavoráveis nas condições desta lavoura acarretou um prejuízo, ou menor lucro, difícil de ser recuperado por alguma outra prática de manejo.


A tecnologia no campo se mostra cada vez mais uma aliada no crescimento de produtividade. E é isso que nosso programa AgroEvox oferece aos clientes, neste caso, com o tratamento dos dados e a geração dos mapas de colheita.


Abraço e até a próxima!